quinta-feira, 28 de julho de 2016

Entrevista: Autor Jefferson Sarmento

Hoje, é dia de conhecermos melhor o autor de Alice Em Silêncio (resenha aqui). 
O escritor Jefferson Sarmento.

Nasci numa cidade do interior do estado do Rio de Janeiro, criado numa rua de terra batida, fazendo represa de lama com a enxurrada dos dias de chuva na beira da calçada, correndo para me esconder em brincadeiras de pique e voltando para casa no fim da tarde, quando a mãe gritava lá da janela. Às vezes eu a encontrava deitada no sofá na sala, folheando uma coisinha cheia de páginas e atenta ao barulho da panela de pressão lá na cozinha.


— Bem ali do lado, ficava a casa dos meus avós. Parte do dia, eu fincava os pés na cabeceira da mesa de madeira, espiando da beirada, esperando os doces maravilhosos que aquela velhinha de olhos miúdos fazia magistralmente enquanto me contava histórias. As mesma fábulas infantis que repetia todas as vezes que eu me sentava na cama ao lado da máquina de costura onde ela fazia seus tapetes e colchas de remendos...
— Um dia eu cresci, aprendi a ler e a escrever e descobri que aquelas histórias vinham em pacotes cheios de folhas, aqueles mesmos que entretinham minha mãe por horas a fio no sofá da sala!
— Nasci no dia 15 de agosto de 1972 e herdei da data todas os estereótipos leoninos que se possa imaginar. Os bons e até os questionáveis, porque ninguém é apenas um paladino perfeito 100% do tempo. A cidadezinha do interior do Rio de Janeiro se chama Barra Mansa, escorrida entre os morros na direção do Rio Paraíba do Sul. Pelo meio dela corta uma rede ferroviária, paralela ao rio de águas barrentas, fatiando a cidade desde um sempre e transformando o trânsito num verdadeiro personagem irritante que você quer ver morto no fim do livro!
— Sou formado em Publicidade e Propaganda, o que não exerço profissionalmente, mas minha vida teria sido bem menos colorida sem aquele aprendizado.
— Gosto de acreditar que sou apegado às minhas raízes e até hoje estou naquela cidadezinha com trânsito complicado e descedentes provincianos de mineiros que pularam a serra para o estado do lado de cá. Embora quase não existam mais ruas de terra nesta cidade com mais de 170 mil habitantes, alguns antigos habitantes ainda se vangloriam por cumprimentar as pessoas nas ruas como se fossem conhecidos desde sempre, tomando café nas padarias do centro e jogando milho aos pombos nas praças principais. Quando te conhecem, perguntam descaradamente: de quem você é filho mesmo?
— Mas são hábitos que vão se extinguir completamente quando a velha geração não estiver mais aqui, o que de certa forma é uma pena.
— Tenho dois filhos adolescentes que amo infinitamente e com eles compartilho as risadas, cineminha, palhaçadas infantis (das quais eles já não riem tanto assim) e as preocupações normais com o futuro. Estão cada vez mais perto do ponto em que terei de dizer: acho que fizemos (eu e minha esposa) um bom trabalho, o mundo é este aí e façam vocês próprios suas escolhas e vidas.

— Mas isso dá um medo!

- Conte um pouco sobre “Alice em silencio” 

— Alice “nasceu” no verão de 2014, no intervalo de uma história maior em que eu estava trabalhando, chamada "Águas Barrentas". Eu estava encontrando algumas dificuldades com alguns rumos que adotei naquele romance e resolvi tirar alguns dias (que acabaram virando meses) para repensar tudo, talvez recomeçar ou mudar os focos, alguns personagens...
— Quando começo a escrever, é natural que o narrador seja em primeira pessoa, porque a história parte dos meus olhos e segue os meus caminhos. Só depois de algum tempo é que, encontrando necessidade para isso, mudo a perspectiva e recomeço a história em terceira pessoa. Isso aconteceu com "Águas Barrentas" e eu sentia necessidade de escrever alguma coisa que estive ao alcance dos meus olhos. Rápido, simples e mágico.
— Nesse ponto, recebi uma espécie de convite, de desafio! Minha esposa (minha primeira leitora e crítica ferrenha, quase sem condescendência alguma nesse ponto – o que eu adoro e preciso) comentou que estava “sem nada para ler” e que sentia falta de uma história daquelas em que cada capítulo terminasse em um momento de tensão que a obrigasse a continuar. Claro que ela estava pensando numa indicação de uma livraria ou de uma loja on line, mas tirei alguns minutos para pensar em alguma coisa eu mesmo. Algo que me fosse desafiador e que alcançasse o que ela queria...

- Então, nos conte como foi desenvolver a obra "Alice em Silencio"? 

— Não tenho um processo único ou disciplina suficiente para seguir um. Cada história tem sua musa e ritmo diferentes. Mas posso dizer que a maioria delas vem inicialmente de uma cena. Eu primeiro vejo essa cena (que pode estar no inicio, no meio ou no fim da história) e depois construo o mundo ao redor dela.
— Quando aceitei o desafio (sem contar isso à minha esposa), sentei-me diante do notebook e vi quando aquele rapaz parou o carro para trocar um pneu furado. Vi que ele estava numa estrada. E vi que era o alto de uma serra e as cidades litorâneas se estendiam sob o céu estrelado do horizonte. Mas pensei: esta aqui vai ser uma história sobre uma menininha. Talvez ela não fale. Ou fale pouco.
— Mas o que o rapaz trocando o pneu tinha a ver com ela? Como se chamaria uma história assim? O que vem depois? Ou antes?
— Alice. "Alice em silêncio". Esse seria o nome, porque imaginei essa garotinha com o rosto sujo de lama, esboçando o silêncio assustado de quem acabou de passar por um vendaval emocional. E com ele, com esse rosto, veio a história. Assim: num tapa, num insight quase tão rápido quanto foi aceitar aquela espécie de “encomenda”. E enquanto minha esposa corrigia as redações de seus alunos ali na mesa do escritório (ela é professora de Língua Portuguesa e Redação), acreditando que eu vasculhava alguma livraria para encontrar um romance que a instigasse e intrigasse, eu escrevi o primeiro capítulo.
— Disse a ela, mais tarde, que tinha um história que gostaria que lesse, antes de encontrar o livro que queria. Entreguei a ela o primeiro capítulo e esperei que voltasse. Isso aconteceu alguns minutos depois. Quando ela pediu o segundo, com os olhos que diziam “como assim você terminou este capítulo deste jeito?”, soube que era aquilo que ela queria.
— Só teve que aguentar o processo longo que é escrever um romance inteiro, mesmo um até meio curto, como Alice é.

- Como foi que, enfim, tornou-se escritor? 

— Costumo dizer que não escolhi o ofício. Ele me escolheu. É uma necessidade. Preciso colocar esses mundos e pessoas para fora. Acho que me tornei escritor quando aprendi a juntar letras em palavras e palavras em frases. Foi quando compreendi que podia pegar aquelas histórias (e outras) que minha avó contava e colocá-las em pacotinhos de páginas como os que minha mãe lia e chamava de livros!
— 
Gosto de histórias que me surpreendem, que me instigam e intrigam. E uso esse mesmo desejo por histórias mágicas para escrever e construir as minhas: elas precisam ter um porquê, uma musa especial, um momento em que eu mesmo me pegaria com os olhos arregalados dizendo: não! Estava ali! Como não vi isso?!?!

- Qual foi seu primeiro livro? Como aconteceu o surgimento dele?

— "Velhos Segredos de Morte e Pecados Sem Perdão" foi o primeiro livro que publiquei. É uma história que me apaixona ainda hoje, talvez pela carga de sentimentos e pedaços meus que está naquele texto. Começou com a tentativa de escrever uma história curta, um conto. A ideia principal está ali no primeiro capítulo, que acabou guardado por quase dois anos num arquivo de texto perdido nas minhas pastas.
— Um dia, abri de novo aquele arquivo: descrevia um homem numa poltrona, olhando pela janela a rua deserta da madrugada. Em dado momento, ainda cultivando suas perdas e temores, ele se virava para ver a mulher deitada na cama ali atrás.
— Eu me apaixonei por ela, pela mulher dormindo na cama. Relendo o que havia escrito, acabei envolvido por uma personagem que ainda não tinha nome e nem fala naquele início. Mas descobri que ela se chamava Isabel. E que não deveria estar ali. E que, antes de a noite terminar, o homem que contava a história e que ainda não havia se decidido por aceitar ou não seu amor por ela, cometeria um crime. E que esse seria o estopim para um Apocalipse concentrado em uma pequena cidadezinha serrana, pacata e comum como todas as mais aconchegantes e simples.
— "Os Ratos do Quarto ao Lado" é um thriller com um serial killer e é uma daquelas histórias em que você passa as páginas tentando descobrir quem é o assassino. E por que ele faz aquilo... daquela maneira. Foi construído a partir de uma cena que só aparece lá no meio da história. Uma cena real, rápida, que capturei de uma noite escura, voltando do Rio de Janeiro para casa. No acostamento, um homem numa capa de chuva amarela esperava para atravessar a rodovia movimentada. Ele carregava alguma coisa. Parecia ser um cabo, alguma ferramenta longa. Mas a imagem passou rapidamente e ficou impressa aqui na caixa de recortes que alimenta a imaginação.
— 
Na adaptação da cena real para a história, decidi que ele segurava um machado. E estava atrás de alguém...

- Já pudemos ter uma ideia, então, de 
onde vem a criação de alguns dos personagens de sua obras. De fato, são inspirados em pessoas reias:

De todos os lugares, de todas as pessoas. Alguns são mesmo inspirados em pessoas reais: como o Comodoro Derico, que tem a imagem e os trejeitos de um antigo conhecido (um dia conto para ele). Já Pedro, Alice e Patrícia são construções que tomam pedaços de várias pessoas, pedaços meus e outros inventados.
Meus prediletos são os personagens imprevisíveis e os cínicos, que se questionam e mudam de opinião – às vezes mudam a minha! A Isabel de “Velhos Segredos de Morte” é assim. Em "Os Ratos do Quarto ao Lado", Beatriz é a presença mais forte ao longo da história, dividindo-se entre um casamento ruim, um filho que ama e desejos que não tem coragem de realizar.
Em "Alice", por mais que eu seja apaixonado pela inocência da menininha de olhos assustados, gosto do heroísmo reticente com que Pedro encara o mundo. Ele não se vê como um herói (e talvez nem seja), mas está pronto para pular no mar quando acredita que poderá salvar a mocinha em apuros.

- Dentre suas obras, escolheria um personagem favorito? 

— É bastante difícil escolher um (livro ou personagem). Ou impossível, porque o envolvimento com a história, enquanto ela vai sendo escrita e construída, é íntimo e devastador demais. Mas tenho um carinho muito especial por "Velhos Segredos de Morte", possivelmente por ser meu primeiro livro publicado. E por Isabel, porque concentrei nela toda a humanidade que minha musa interior me inspirava.
— É uma história que desgasta e desconstrói o personagem central (o narrador com suas paixões arredias e verve anti heroica), trata das nossas vilanias humanas, nossas virtudes capengas, nossas fachadas perfeitas de gente normal. É sobre os segredos que todos temos, nossos desejos indizíveis, mas nossos medos também. E se um dia eles todos nos fossem permitidos?

- Como é o processo de escrita dos seus livros? Necessita alguma preparação em especial? 

— Eventualmente, preciso fazer algumas pesquisas. A internet facilita bastante isso, mas gosto de conversar com as pessoas, com profissionais em áreas que eu não conheço, ler bastante. Às vezes isso acontece antes de começar a história, mas o comum é que essa necessidade surja ao longo do processo.
— Em "Os Ratos do Quarto ao Lado" existe uma cena em que um médico legista explica o que aconteceu a uma vítima. Ainda me lembro do ar espantado de um amigo médico quando descrevi para ele como havia sido aquela morte e perguntei: o que um profissional diria se examinasse um corpo assim?

-E, na hora de escrever um livro, há algo que considere necessário ou difícil demais?

— É preciso estar apaixonado pela história. Daquelas paixões que te fazem varar a noite pensando em como será a cena seguinte, o passo seguinte. E que te deixe com vontade de se levantar no meio da madrugada para escrever. É preciso pensar e repensar cada passo, escrever e reescrever. E ter coragem de apagar tudo ou parte. E recomeçar.
— É preciso ser uma história que me deixe intrigado, com personagens que mudem de ideia a todo instante e me façam repensar o futuro que eu havia escolhido para eles: adoro personagens rebeldes que agem ou dizem coisas que não estavam no plano original.
— A dificuldade só aparece quando essa paixão perde força. Nesse momento, é hora de fechar o notebook e ir ver o mundo lá fora, conversar com as pessoas, olhar os horizontes e repensar a trilha – toda ou em parte.
— Paixão, em primeiro lugar. E depois uma malinha com ferramentas imprescindíveis para o processo de escrita: muita leitura (muita), gramática, mais leitura, alguma liberdade poética misturada a um pouco de realidade para conectar o leitor à história. Ler mais. Mais. Depois disso, revisar, revisar, revisar, revisar.
— E, claro, uma boa história. Sem ela, não há ferramenta ou paixão que resista.

- E agora, a pergunta mais frequente. Quais são sua influencias literárias? 

— Uma lista, na verdade. Comecei minha paixão por histórias fantásticas com Stephen King, Clive Barker e F. Paul Wilson. H.P. Lovecraft, Edgar Allan Poe e especificamente A Volta do Parafuso, de Henry James. Mas sou vidrado nas histórias policiais noir de Raymond Chandler e Dashiell Hammett, com ecos no nosso genial Rubem Fonseca e no Bellini do Tony Beloto, em James Ellroy e no cinismo pop dos personagens cínicos de Nelson Demille.
— Gosto de autores que escrevem bem, que constroem frases e histórias que me deixam com sentimento de... inveja! Eu queria ter escrito aquilo, daquela maneira! Gosto da rabugice reacionária e meio pornográfica do Nelson Rodrigues e sou um apaixonado pelo som das palavras numa leitura apaixonada de Machado de Assis.

- Como leitora assídua, adorei o "Alice". Tanto que até comentei que seria um longa sensacional. Se tivesse a oportunidade de levá-lo às telonas, teria vontade? O que tem a nos dizer sobre isto? 

— Como quase todos os leitores que conheço, leio um livro imaginando as cenas e os personagens como se minha imaginação pudesse mesmo projetar numa tela de cinema a história que vai sendo construída aos poucos. A maioria dos romances e contos que escrevo são, essencialmente, visuais – talvez por conta da minha paixão escancarada pelo cinema. Sou a cria de uma geração que viu filmes fantásticos na década de 1980 no cinema e arregalava os olhos quando o extraterrestre fazia as bicicletas voarem suavemente contra o fundo branco da lua.
— "Alice", especificamente, talvez seja mais visual e próximo da linguagem de um filme que os meus primeiros dois romances. E é claro que eu adoraria me sentar numa poltrona com uma centena de outras pessoas e assistir a história de Alice, Pedro e Patrícia – mesmo já conhecendo o final, mesmo já esperando pelas surpresas que eu sei onde estão.
— Sabe... 'Alice em silêncio" daria um filme fantástico.

- Para finalizarmos, gostaria que nos contasse se há planos de obras futuras? Como citou no início da entrevista, há alguma em andamento? 

— Citei !Águas Barrentas", um romance policial com o qual ainda tenho algumas dívidas... Está terminado, mas é minha primeira história que precisa de uma continuação e, de certa forma, entendo que seria uma desonestidade publicá-la sem ter pelo menos iniciado o seu desfecho.
— Neste momento trabalho num romance novo chamado "Do Fundo do Poço Escuro", outra história que acabou surgindo de um conto. Diria que já passei da metade do caminho com ela (nós dois, a história e eu, passeando por essa trilha, conversando, mudando de ideia e de rumo). Mas ainda tenho algumas questões digladiando-se dentro da cabeça para chegar ao fim.
— Embora seja uma história fincada nos dias atuais (durante o festival de inverno de uma cidade na serra paulista), parte dela se passa entre 1983 e 1987, o que me dá uma oportunidade única de revisitar minha adolescência e as coisas sutis e inocentes que me eram tão importantes naquele período: amizades para sempre que um dia desapareceram, erros idiotas que cometemos e mudam nossas vidas, o prazer de ouvir música no rádio e ficar esperando o locutor calar a boca para poder apertar o botão do “rec”, de ir à biblioteca com os amigos para escavar um livro novo, de colecionar figurinhas e ir ao cinema...

“Vou contar a você sobre as lembranças que me tornaram o que sou. Não se assuste. Não é tudo sobre a morte. Algumas coisas são sobre o amor. Mas, inevitavelmente, o amor nos levará a um termo. O amor às vezes se confunde e tudo o que resta é a solidão dessa morte que ainda não experimentamos.”

Conheça as obras, já publicadas, do autor:

Alice em Silêncio

Alice é apenas uma garotinha assustada, resgatada dos escombros de um deslizamento na estrada, no meio de uma tempestade feroz e destruidora. Pedro também foi arrastado com ela e esteve à beira de desistir (de ishcorregar, o locutor de fala arrastada repetia dentro de sua cabeça), mas aquele estranho sonho em que via a menina com seus grandes olhos azuis assustados... aquilo o fez voltar a si. Precisava tirá-la de lá!
Vagando em direção à cidade, eles testemunham a destruição e a dor dos sobreviventes da catástrofe. Desabrigados, feridos, enfermos, mortos... E em meio ao caos surge o rumor de que Alice talvez... talvez tenha curado uma pessoa quando a tocou. Poderia ser possível? Num mundo real, palpável e cruel... poderia ser possível?
Pedro insiste que não, mas talvez esteja apenas tentando protegê-la, porque a cada instante parece mais evidente que a verdade... Pedro sabe a verdade. Mas não pode contá-la. Não agora. Porque ele sabe do que as pessoas são capazes para conseguir o que querem.

Os Ratos do Quarto ao Lado

Remo era uma cidade tranqüila até aquela manhã. A descoberta do corpo de um garoto numa velha serralheria, mutilado, exposto como num altar de magia negra, aparentemente violentado, revolve as cinzas de velhas lembranças sepultadas.
Alonso Fraga, comandando um pequeno jornal local, passeia por essas lembranças, sendo protagonista de histórias macabras da própria infância que confundem-se de maneira perturbadora com o acontecimentos. Enquanto isso, alimenta uma paixão fantasiosa por sua vizinha Beatriz, cujo casamento parece ruir em cacos, rápida e mortalmente.
À medida que novos assassinatos são descobertos, a cidade mergulha numa soturna condição de embriaguez e perplexidade. O criminoso, que antes parecia circundar Remo como um carniceiro covarde, entra em seus limites, circula por suas ruas, invade seus quintais. E pode estar dentro de suas paredes a qualquer instante. De repente, parece não haver mais tempo para que o quebra-cabeças de lembranças e símbolos desarranjados seja resolvido.

Velhos Segredos de Morte e Pecados sem Perdão

Aos pés da serra, incrustada ao redor de um lago de águas escuras, fica a pequena Arroio dos Perdidos, habitada por gente comum, capaz das bondades mais corriqueiras e das vilanias mais ordinárias. Três famílias que dividem poder e dinheiro sujo da cidade como piratas dividindo a pilha. Na noite anterior ao aniversário da cidade, o homem de confiança das Três Famílias tem a grande idéia: roubar a cruz de ouro da igreja, símbolo do renascimento da cidade, reconstruída das cinzas, décadas antes. Aos poucos, sua pequena troça se revela o estopim de desastres sem fim. De uma hora para outra, os velhos segredos de morte e pecados sem perdão escondidos nos porões da cidade começam a escapar por entre as malhas finas da realidade.



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